A origem do Festival do Folclore de Olímpia, vale
lembrar, encontra-se nas pesquisas e exposições
empreendidas pelo Prof. José Sant’anna e seu
alunado, na década de 50, exposições
estas inicialmente circunscritas ao âmbito do antigo
Colégio Olímpia, onde Sant’anna lecionava,
que paulatinamente se foram expandindo para outras escolas
e estabelecimentos comerciais da cidade, até chegar
a Praça da Matriz de São João Batista,
e se transformar num pujante festival.
O crescente êxito do evento e o cada vez menor espaço
disponível na aludida praça e, posteriormente,
no Centro de Esportes e recreação Olintho
Zambom, fez com que se lhe construísse sede própria:
a Praça das Atividades Folclóricas, que hoje
ostenta o nome de José Sant’anna, o criador
do Festival.
Hoje, o festival – que em suas etapas iniciais privilegiava
o folclore local e regional – é reconhecido
como o maior do Brasil, no gênero, notabilizando-se
por preservar e celebrar espetacularmente a cultura brasileira
reunindo grupos folclóricos e parafolclóricos
provenientes de diversos pontos do país em meio a
outras atividades paralelas. Em razão do enorme prestígio
que a nossa festa maior auferiu, atribui-se a Olímpia
o consagrador “Capital do Folclore”.
No decorrer do festival, a Praça das Atividades
Folclóricas “Prof. José Sant’anna”,
onde se realiza, recebe a visita de mais de duzentas mil
pessoas, oriundas de diversas partes do Brasil, e inclusive
do exterior, dentre turistas, estudantes, pesquisadores
e estudiosos do assunto.
Na programação dos festivais, constam, além
de danças e folguedos folclóricos: cursos,
palestras e seminários sobre folclore; gincana e
oficina de brinquedos tradicionais infantis; exposições
de peças artesanais; campeonato de truco e de malha;
festival da seresta; culinária brasileira; espetáculo
pirotécnico; feiras e eventos; desfiles de grupos
folclóricos e parafolclóricos e muito mais.
Os objetivos do festival, inúmeros e quase sempre
atingidos, são, dentre outros: difundir o folclore,
contribuindo para a sua preservação; fortalecer
a consciência e unidade nacional; celebrar o mês
do folclore; estimular e cultivar a atividade de grupos
folclóricos de vários pontos do país,
reunindo-se nesse evento; proporcionar oportunidades para
o estudo e a apreciação de fatos folclóricos.
A entrada é franca, pois se trata de folclore, coisa
do povo, e, sendo assim, um festival que se propõe
a celebrá-lo, deve, também, ser uma festa
de todos, uma festa do povo, como dizia seu idealizador.