Professor José Sant’anna

Professor José Sant'anna
"partiu" em janeiro de 1999 |
Filho de João Joaquim de Sant’anna e de Hypólita
Theodora da Silveira Sant’anna, José Sant’anna
nasceu no dia 8 de julho de 1937, em Olímpia, onde
fez os cursos científico, magistério e de
contabilidade, antes de tornar-se bacharel em Ciências
Jurídicas e Sociais e professor de Língua
Portuguesa, disciplina esta que aposentou-se até
aposentar-se no ensino de 1º e 2º graus no magistério
oficial de Olímpia.
A propósito, foi durante sua atividade pedagógica,
em meados da década de 50, que ele se descobriu vocacionado
ao estudo do folclore brasileiro, tornando-se, desde então
um atuante e denodado folclorólogo. Nesses mesmos
entrementes, ao elaborar pesquisas e exposições
acerca do referido assunto, empreendidas com o auxílio
de seu alunado e restritas ao âmbito escolar, o professor
as transcendeu às ruas olimpienses, realizando assim,
em 1965, o 1º Festival do Folclore de Olímpia,
evento que é hoje detentor de alto prestígio
e de nacional projeção, e que, em razão
de tais méritos, ensejou o já consagrado título
“Capital do Folclore” à sua cidade natal.
Era diretor do Anuário do Folclore, que acompanhava
o festival, além de publicar diversos livros sobre
folclore. Em 1967, apresentou anteprojeto para a Criação
do Conselho Municipal de Cultura, do qual fez parte a Comissão
de Folclore, cuja presidência era ocupada por Sant’anna.
Neste mesmo ano integrou a 1ª Comissão Estadual
de Folclore e Artesanato do Conselho Estadual de Cultura
do governo de São Paulo, voltando a pertencer a ela
em mais duas ocasiões, na década de 80, e
declinando de recentes convites, para mais uma vez ser-lhe
membro, em virtude de muitos afazeres em Olímpia.
Em 1973, fundou o Museu de História e Folclore “Maria
Olímpia”, ponto turístico de nossa cidade,
e um dos mais contemplados do Brasil. Em 1977, suas instâncias
junto a administração municipal redundaram
na criação da Casa de Cultura “Álvaro
Marreta Cassiano Ayusso”, então prefeito. Em
1986, juntamente com o prefeito Wilson Zangirolami, laborou
por uma casa própria para o Festival do Folclore:
a Praça de Atividades Folclóricas, que, a
exemplo da Casa de Cultura, ostentava o nome do aludido
prefeito, por solicitação de Sant’anna.
Ao presquisar o folclore pátrio, percorreu inúmeras
cidades do Brasil, ressaltando-se que de várias delas
era cidadão honorário, e, bem assim, possuinte
de muitos troféus, medalhas e comendas.
Produziu dois discos intitulados “Olímpia
e seu Folclore musical”, entre outros de Inezita Barroso
e de artistas olimpienses, ressaltando-se, ainda, que Sant’anna
é o autor da letra do Hino a Olímpia. Foi
o primeiro Secretário da Educação,
Cultura, Esportes, Turismo e Lazer do município.
Era membro da Comissão Paulista de Folclore. Exerceu
a vereança por vários mandatos em Olímpia,
tendo sido, inclusive, presidente da Câmara Municipal.
Esteve na Espanha, participando do I Festival Internacional
do Folclore de Laguna, para o qual foi especialmente convidado
e incumbido de designar um grupo que nele representasse
o Brasil. Excelso e vanguardeiro folclorista, que primava
pela didática e pela excelência em tudo a que
se dedicava em prol da cultura brasileira, José Sant’anna
a quem chamaram de “taumaturgo”, “mago”,
era, na realidade, um exemplar e devotado cristão,
amigo de inúmeros amigos, querido e admirado por
todos que habitam sua Capital do Folclore. Dizem –
com o enfadonho sabor das frases prontas – que ninguém
é insubstituível, mas José Sant’anna
é.
Por: (André L. Nakamura)