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Olímpia

A CAPITAL

Considerado um dos polos turísticos mais importantes do Estado de São Paulo, a Estância Turística de Olímpia está localizada na região do Aquífero Guarani, área privilegiada do noroeste paulista. Distante a 430 km da capital São Paulo, possui uma área aproximada de 803 km² e uma população estimada em 54.406 habitantes. 

Sua economia também é baseada na agroindústria e comércio, mas o Turismo vem se destacando e ganhando impulso com a expansão do Parque Aquático Thermas dos Laranjais, considerado o 4º parque aquático mais visitado do mundo e o primeiro da América Latina. A expansão do turismo trouxe ainda novos investidores como o novo parque aquático Hot Beach, inaugurado em 2017, e o crescimento da rede hoteleira que, hoje, dispõe de mais de 23 mil leitos de hospedagem.

HISTÓRIA

A origem do Município de Olímpia deve-se ao espírito empreendedor do engenheiro escocês Robert John Reid, quando este, no limiar do século XX, contratado pelos condôminos do Sertão dos Olhos D’água para demarcar aquelas terras, convenceu-os da auspiciosa oportunidade de ali se fundar um povoado, povoado este que, posteriormente, conforme disposição da Lei Estadual n.º 1035, se tornou distrito, a 18 de dezembro de 1906, o qual, por sua vez, no dia 19 de dezembro do mesmo ano foi elevado à categoria de vila pela Lei n.º 1038.

O Município, cujo território se desmembrou do de Barretos, foi, enfim, criado em virtude da Lei n.º 1571, de 7 de dezembro de 1917, que também concedeu foros de cidade à sede municipal, tendo sua instalação se verificado em 7 de abril de 1917. Atualmente, compreende os distritos de Olímpia (sede), Baguaçu e Ribeiro dos Santos.

A denominação da cidade deriva de “Maria Olímpia”, filha de um influente político da região e afilhada do engenheiro Reid, a quem este quis prestar uma homenagem.

É limitado, ao norte, pelos municípios de Altair e Guaraci; ao sul, pelos de Tabapuã e Cajobi; a leste, pelos de Barretos e Severínia; a oeste, pelos de Guapiaçu e Uchoa.

População: 54.406 habitantes (Estimativa IBGE 2018)
Gentílico: Olimpiense. Para torcedor do Olímpia Futebol Clube aplica-se o adjetivo olimpiano.
Atividades econômicas: Agricultura (laranja e cana-de-açúcar); Indústria (açúcar, álcool, suco de laranja, metalurgia); Comércio, Turismo.
Área: 812 km² (9,792 KM de área urbana).
Rios: Turvo, Cachoeirinha, Olhos D’Água, Córrego dos Pretos e do Matadouro.
Altitude: 506m.
Latitude: 20º44’14”
Longitude: 48º54’53”WRG
Localização: O município de Olímpia a 130 Km da cidade de Ribeirão Preto, a 52 Km de São José do Rio Preto, a 50 Km de Barretos, a 50 Km de Bebedouro e a 48 Km de Catanduva. O acesso a Olímpia se dá pelas Rodovias Assis Chateaubriand – SP 425 e Rodovia Armando de Salles Oliveira - SP 322.
 

POR QUE CAPITAL DO FOLCLORE?

Lendo a biografia de Amadeu Amaral, escrita pelo olimpiense Paulo Duarte, verificamos que o autor das “Tradições Populares” e o criador dos nossos festivais penetram nos domínios do folclore, percorrendo os mesmos caminhos: conheceram uma fase engatinhante, passaram por um período de pesquisas metódicas e sistemáticas e, finalmente, transformaram o estudo das maneiras de pensar, agir e sentir do povo, em paixão dominante. Ambos contribuíram à sua maneira para o conhecimento e a divulgação do folclore.

No entanto, Amadeu Amaral viveu numa época em que o trato com o folclore brasileiro tinha aspectos embrionários, foi precursor em muita coisa e os resultados da sua atuação de folclorista foram os livros que escreveu e os numerosos artigos que deixou em jornais e revistas do tempo. José Sant’anna, ao contrário, passou a entusiasmar-se pelo assunto quando o folclore, no Brasil, já ocupava o devido lugar como ciência e deu, por assim dizer, um sentido prático aos conhecimentos adquiridos em livros de pesquisas e acabou por levar as manifestações folclóricas para as ruas. Daí o aparecimento dos Festivais Folclóricos de Olímpia que já pertencem à tradição da cidade.

Ele começou a interessar-se pelo folclore, em 1956. No ano seguinte, já pensava em criar para Olímpia um órgão que pudesse divulgar e proteger os grupos então existentes. Proferiu palestras acerca da importância daquela ciência. Reuniu material para a primeira exposição, constituída por objetos que iam desaparecendo no rasto do progresso. Em 1958, expunha nas vitrines de “A Triunfal Modas”, ao mesmo tempo que partia para o “trabalho de campo”, auxiliado por estudantes. Coube à “Camisaria das Fábricas”, em 1959, a vez de abrigar a mestra folclórica. Nos anos de 1960, 1961, 1962 e 1963, as exposições foram para o salão do antigo Colégio Olímpia, hoje extinto. Em 1964, todo o material, consideravelmente ampliado, pôde ser visto pelos interessados, na “Exposição de Móveis Bandeirantes”.

Sem mestre, orientador ou guia, José Sant´anna não tardou muito a colher os frutos dos esforços, das pesquisas, dos estudos. Realizou o 1º Festival do Folclore, em 1965, coadjuvado pelos professores do então Colégio Estadual e Escola Normal “Capitão Narciso Bertolino”, com a exposição montada na antiga “Taba do Carajá”, a participação da cantora Ely Camargo e encerramento com magnífico desfile. Logo após, travou conhecimento com o Dr. Rossini Tavares de Lima e com a Profª Laura Della Mônica, ilustres folcloristas, tornando-se, a seguir, membro efetivo da Associação Brasileira do Folclore.

Em 4 de julho de 1966, criou o Departamento de Folclore de Olímpia, do qual participaram os professores da Escola Estadual de 2º Grau “Capitão Narciso Bertolino”, cujo objetivo era incentivar o estudo do folclore e chamar a atenção para a sua extraordinária importância, por meio de cursos intensivos, conferências e exposições. Naquele ano cria-se, no Museu de Folclore do Ibirapuera, uma seção especial para Olímpia e o 2º Festival do Folclore alcançava a mais ampla repercussão.

Já se preparavam os festejos do 3º Festival do Folclore, que contou também com a 1ª Exposição Filatélica, quando o governador Abreu Sodré, assinou o Decreto nº 43310, estabelecendo agosto como o “Mês do Folclore”. Em 27 de setembro, eram designados Rossini Tavares de Lima, José Sant´anna, Alfredo João Rabaçal, Hélio Damante e Laura Della Mônica para, sob a presidência do primeiro, constituírem a Comissão Estadual de Folclore e Artesanato.

Sucederam-se o 4º e o 5º festivais em 1968 e 1969, respectivamente. Neste último ano, os dois jornais da cidade circularam com variada matéria folclórica. O primeiro disco, com músicas coletadas na região foi lançado sob o título “Olímpia e seu Folclore Musical”. De São Paulo aqui chegou a Comissão de Folclore.

A repercussão dos festivais anteriores havia trazido a Olímpia gente de todos os recantos. A cidade vivia os seus momentos mais agitados. Por toda parte, no encerramento, o povo se comprimiu para assistir à passagem dos grupos folclóricos com sua coreografia pitoresca e vestes esquisitas e coloridas. Era uma festa de cores, sons e ritmos, onde o belo e o exótico se irmanavam proporcionando um espetáculo de inusitada alegria e estranha beleza.

Naquele ano a Comissão de Folclore, acolhendo uma sugestão de Hélio Damante, pelo que Olímpia representa e por tudo quanto aqui tem sido feito pela preservação e conhecimento do folclore de todo o país, resolveu brindar a nossa cidade, com o cognome porque é, hoje, amplamente conhecida: a Capital do Folclore. (Rothschild Mathias Netto)

O TÍTULO

Em 21 de dezembro de 2017, foi sancionada a Lei Federal Nº 13.566, que conferiu ao município o título oficial de Capital Nacional do Folclore. O ato é fruto do projeto de lei Nº 6150/14, do ex-deputado federal Sandro Mabel (PMDB-GO), Em sua justificativa, a proposta traz que, “há mais 50 anos o município realiza o Festival do Folclore de Olímpia que reúne mais de 80 grupos folclóricos e folguedos de todo país. Muitos deles sobrevivem graças à participação no evento. O Festival foi idealizado pelo professor José Sant’anna que, como estudioso do folclore brasileiro, realizava exposições sobre o tema na própria escola. Mas o evento tomou grandes proporções e hoje reúne mais cem mil pessoas entre moradores, turistas, pesquisadores e estudantes”.

Olímpia / SP

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